Hoje é dia do meu aniversário: 32 Verões que passaram a correr.
Ainda me olho como uma rapariga, e as pessoas em meu redor, geralmente também: "O café é para aquela menina." A minha filha repara e pergunta-me porque me tratam assim. Para a geração dela, sou uma cota.
Às vezes penso que ainda vivi muito pouco, que me espera muito mais.
Penso nisso porque lembro-me da minha mãe, que faleceu exactamente com esta idade: 32. Agora tenho eu esse número, e não me consigo capacitar, parece uma coisa abstracta.
Não estou triste, muito pelo contrário, e adoro dizer a minha idade quando me perguntam (é que há muitas pessoas que vêem os meus filhos e pensam que eu fui mãe adolescente).
Enquanto eu tento compreender como

Sem comentários:
Enviar um comentário